TERAPEUTA TRANSPESSOAL

A psicologia Transpessoal é uma área de estudos sobre o comportamento em todas as variáveis possíveis, inclusive sobre estados alterados de consciência. O objetivo da terapia transpessoal é o de conduzir o trabalho de uma pessoa para o reconhecimento de suas potencialidades psíquicas, espirituais e lógicas como sendo a mesma força que cada pessoa possui.

Cabe ao terapeuta transpessoal acompanhar a travessia pelas sombras e pelas estrelas, oferecendo técnicas com acompanhamento para que o indivíduo passe por todos os labirintos da sua emancipação se apropriando do que é Ser! “Ao receber um novo paciente, com uma doença grave, penso que estamos ambos sentados à margem do rio. O paciente precisa atravessar para a margem oposta. Ele tem que fazer isso antes que anoiteça. Eu não conheço bem o paciente, mas conheço bem o rio. Sei onde ele é mais fundo, sei em que época está cheio, sei quando tem corredeira. Meu paciente não. Só que é ele quem precisa atravessar, e tem que atravessar agora. Não vai dar para esperar a melhor época do ano, quando o rio está mais favorável a travessia.

Ele conta com o que eu sei sobre aquelas águas para tentar chegar em segurança do outro lado. Às vezes o rio é estreitinho, e eu posso dizer para o paciente:

“Pode pular, garanto que você chega do outro lado sem nem molhar seus pés! E ele vai, e fica tudo bem. As vezes o rio é mais largo, não dá para pular, mas sei de um trecho onde ele é mais raso, e posso dizer para o meu paciente: “Olha você vai se molhar, mas vai chegar do outro lado em segurança! E ele vai. Chega encharcado do outro lado, mas sorri agradecido e segue seu caminho. Só que às vezes, muitas vezes, o rio é bem largo e bem fundo. É tão largo e tão profundo que vou ter que ter muito mais critério ao avaliar as chances dele chegar do outro lado. E vou ter que perguntar, por exemplo, se meu paciente sabe nadar, se o preparo físico dele está em dia, se ele tem medo de água fria. Dependendo do que ele me responder eu vou poder orientá-lo dos riscos da travessia, e ele vai poder decidir se quer corrê-los. Pode ser que meu paciente não saiba nadar. Pode ser que ele esteja numa condição física tão ruim, que não dê para chegar do outro lado. Nessa hora e que eu vou ter que ajuda-lo a tomar as decisões certas, para que ele não morra se debatendo desesperado no meio do rio gelado. Se ele decidir correr o risco, vou pegar minha canoa e atravessar do seu lado, orientar cada braçada, estarei ao seu lado se ele não conseguir completar a travessia, e vou garantir que sua despedida seja digna e tranquila. E, se ele quiser permanecer na margem, não tem problema. Vou ficar do lado dele, fazendo companhia, até a noite chegar” Autor desconhecido.