RESUMO: Os Mestres de Gurdjieff
A- DADOS GERAIS SOBRE O AUTOR E A OBRA
Título da obra: Os Mestres de Gurdjieff
Nome do autor: Rafael Lefort
Data da 1ª edição: 1966
Língua original: Inglês
Tradutor(es): London, Victor Gollancz
Data da edição lida: 1979
Data do resumo: Maio de 2025
Total de páginas lidas: 121
B – SOBRE O AUTOR DO RESUMO:
Autor(a): Irani Helena Zago
Natural de Vacaria (RS), 74 anos, formada nos cursos de Magistério e Contabilidade, Bancária aposentada, Empresária, participante da Morada das Tradições, e do Instituto Morada das Tradições.
C- RESUMO
Segundo pesquisa realizada na Wikipédia, o historiador Paul Johnson, afirmou que Rafael Lefort, é pseudônimo de Idries Shah, por ocasião da Primeira Conferência Internacional sobre História Teosófica em Londres no ano de 1986. Idries Shah (*16/06/1924+23/11/1996), conhecido também com pseudônimo Arkon Daraul, foi autor e mestre da tradição Sufi. Escreveu três dezenas de títulos cujos temas abrangem desde a psicologia e espiritualidade a livros de viagem e estudos culturais. No livro “Os Mestres de Gurdjieff”, o autor relata a história de suas visitas a mestres no Oriente, que teriam sido professores de Gurdjieff. Descreve detalhadamente cada lugar e cada mestre, e seus ensinamentos.
A intenção parece ter sido, relatar o processo da busca de Gurdjieff pelas fontes do conhecimento. Lefort sabia que o conhecimento estava no oriente, e que havia conexão entre Gurdjieff, os derviches e muçulmanos, sendo assim, esse era o caminho a percorrer. Os Mestres haviam ensinado suas profissões a Gurdjieff, sempre por encaminhamento de um outro mestre.
Lefort, fora desestimulado a seguir Gurdjieff por curiosidade ou devoção, mas, caso sua personalidade o impactasse, deveria investigar o que a havia moldado, e assim poderia comprovar, por si mesmo, sua autenticidade.
Na sua busca, o autor esteve em Jerusalém, e relata as emoções ao ler “Atos de João, o Novo Testamento Apócrifo”, onde constam palavras de Jesus, antes e após a crucificação. Aprendera lá, com um dos mestres, que uma das funções da respiração correta é a de levar a baraka (poder espiritual) até a consciência profunda. Na doutrina sufista, o homem comum precisa seguir um professor, trabalhar-se para desenvolver a capacidade de mais desenvolvimento.
No convívio com outro mestre, Lefort, tomou conhecimento que Gurdjieff aprendera a ciência da farmácia, como plantar, usar, extrair e usar essências, a importante linguagem das flores.
Rafael Lefort, por sua vez, foi aconselhado a ser disciplinado, se desejasse progresso real, e experimentasse aquilo que só se alcança experimentando. Um dos professores derviche, lhe apresentou a analogia de que os textos escritos pelos mestres são como o “sal”, que deve ser usado nas experiências da vida. É necessário ser “padeiro” especializado, para fazer o pão, comer o pão, sentir o sal em conexão direta com a farinha, e os outros ingredientes, absorver o aprendizado. Para cada tempo os exercícios são concebidos conforme as necessidades, e devem ser ensinados por um mestre-professor. O caminho é de disciplina absoluta, o conhecimento de si próprio, é preciso estar preparado para enfrentar a si mesmo.
Segundo um dos mestres, os ensinamentos só podem ser transmitidos àqueles capazes de decifrar os enigmas. No ocidente, seguidores basearam-se no que Gurdjieff fez e disse, não no que ele sabia. Seus ensinamentos são um caminho em direção a algo, uma forma mais elevada de consciência, a lembrança de outro plano de existência. Precisa-se compreender que o fato de não se ter escolha, ela é mais assertiva.
Por fim, Rafael Lefort foi aconselhado a voltar para sua terra, seu lugar de viver, trabalhar, estudar e desenvolver-se no ocidente. Juntar-se a um grupo, deixar seu antigo eu, trabalhar para produzir uma nova realidade, apalpar com novas mãos, e deixar seus novos olhos olharem para novos horizontes.
Retornou a Europa, e ao centro que lhe fora indicado, que ficava a 15 km da sua casa. Na conclusão de sua obra, Lefort cita a parábola antiga, do Pão ou dos Três Domínios.
No Primeiro Domínio, a condição do homem normal. O trigo desenvolve-se nos campos, a água no córrego e o sal na mina, elementos num estado potencial. No Segundo Domínio, acontece o momento da atividade, o trigo é moído em farinha, recolhe-se e conserva-se a água, e extrai-se e refina o sal, etapa do professor teórico. No Terceiro Domínio, a água e o sal são misturados com a farinha, o fermento é trazido de uma fonte, o forno está pronto, e tem-se o conhecimento necessário para fazer o pão, etapa da escola. Para que o trabalho do Terceiro Domínio tenha sucesso, é preciso que ele seja feito da maneira certa, no momento certo, no lugar certo e com as pessoas certas. Essa é a visão daqueles que preservam a Tradição.
D – PALAVRAS-CHAVE
Mestres Sufis, Autodesenvolvimento, Atos de João (Apócrifo), Disciplina, Técnicas Derviches, Espiritualidade, Tradições, Ensinamentos de Gurdjieff